Casos clínicos

CASO 1: Cárcel

Ricardo es residente de Medicina de Familia y a través de un funcionario de prisiones ha tomado contacto con el servicio médico de la prisión (“centro penitenciario”) de Basauri (Vizcaya, España) y está rotando un mes en el mismo, justo en marzo de 2020. La prisión se convierte en un infierno, con los presos (internos) “confinados” en sus celdas, convertidas de facto en celdas de castigo.

TUTOR: Paco Abal
PONENTE: sin asignar

Soy Paco Abal (Francisco Abal Ferrer, con dos apellidos en honor a padre y madre).

Nací en Vigo, Galicia, donde viví hasta que decidí ir a Portugal a especializarme en medicina familiar y comunitaria. Cosa que no hice. La vida da muchas vueltas y te cambia en un momento con un algo inesperado, una llamada telefónica o una palabra adecuada. En el tiempo que llevo en esta vida, además de a muchas otras cosas, me ha dado tiempo a crecer, estudiar medicina en Santiago, casarme, tener tres hijos (o al menos colaborar en ello), trabajar y embarcarme en diferentes empresas.

El trabajo me llevó por Galicia y Andalucía, y he acabado en Asturias de forma definitiva desde diciembre de 1993, en el mismo pueblo, en la cuenca minera, donde ya he atendido a distintas generaciones. Me dediqué un poco a la gestión, pero no duré ni un año y deserté en cuanto fue posible. Los que nos nombraron no nos dejaban hacer lo que teníamos proyectado y que ellos mismos habían entendido que era acertado. La dimisión cuando no puedes alcanzar los objetivos propuestos es una decisión tan reconfortante que no sé cómo no se practica a diario.

Ahora ya jubilado, pero en activo. Con intención de ir dejando actividades para no truncar de golpe los procesos, pero cada vez con más líos. Va a ser verdad eso de que los jubilados no tienen tiempo. A ver cómo lo gestiono. Empieza una nueva etapa en la que vuelvo a ser novato y que hay que ir construyendo paso a paso. La cabeza de momento no para de bullir y, con ella, el cuerpo tampoco. Las aficiones me llevan a la playa, a la montaña y, en general, a la soledad buscada. A la música no consigo sacarle todo el partido que debería y, si tengo que elegir, prefiero el silencio. Esto no es incompatible con estar a gusto en compañía, con conversaciones banales y profundas, con el contacto de familia y amigos y con las celebraciones. Tampoco rechazo un concierto. La lectura es escasa, porque está antes la medicina, pero en vacaciones me resarzo y pronto podré leer sin la sensación de estar robando tiempo al estudio, que veo que es un sentir bastante generalizado entre los médicos

CASO 2: Conspiranoicos

Rosa es una ceramista “neo-rural” que se instaló ya hace años en Losar de la Vera, un pequeño pueblo de Cáceres con 2.800 habitantes. Rosa ha encontrado un “hogar” en el sentido de acogida por una comunidad dispersa de personas “alternativas” en el valle del Jerte. Su líder, Pedro, sostiene que la pandemia es un experimento de control social, que el confinamiento es innecesario y que no existe ningún virus que provoque la covid19.

TUTORA: Beatriz Bartilotti
PONENTE: Mercedes P. y Juán G.

Beatriz Bartilotti

Nasci da minha mãe Helena e do meu pai Manuel, com o nome de Beatriz. Antes de mim veio a Francisca e depois o Luís. Antes de todes nós estavam a Amélia, a Virgínia, o Raúl e o Miguel. E ainda mais para trás dizem que temos antepassados de Portugal, do Brasil, da Itália e até do Japão, a avó Mi contava. A minha família é o meu maior privilégio, ao qual agradeço todos os dias.

Cresci na cidade do Porto, entre o rio e o mar, lá perto de onde os pescadores moram. Venho de uma família de médices: o meu avô era cirurgião, a minha avó era pediatra, o meu pai psiquiatra, a minha mãe patologista, a Francisca será infecciologista. Assim, desde pequenina que tinha o desejo de ser médica, sem saber bem o porquê.

Entrei no curso de medicina em 2013 e em 2017 tive a sorte de fazer um intercâmbio no Rio de Janeiro, onde morei durante 7 meses. Aí (sim só aí…) comecei a ter consciência do meu privilégio, comecei a ver o mundo e a sociedade tal como eles são, entendi a sorte ou o azar do lugar onde se nasce e de como o sistema funciona para manter essas “sortes e azares”. Do meu apartamento em Copacabana ouvia tiroteios diários vindos da favela que estava imediatamente atrás. Que privilégio senti em “só” ouvir tiroteios e não os ver ou sentir.

Aí comecei a perceber a medicina como forma de estar na comunidade, para melhorar, empoderar e dignificar vidas. Em 2018, depois de terminar o 5º ano do curso, fiz um intercâmbio no Equador e o que devia ser um mês pela América do Sul, transformou-se num ano. Nesse ano, esqueci a medicina, esqueci a fisiologia, a farmacologia, a anatomia, os números, os iões, as hormonas, os ácidos e as bases. Tive até dúvidas se era realmente isso que eu queria fazer, e vivi. Trabalhei em hosteis a troco de dormida e comida, cruzei a Colômbia, o Peru e o Brasil à boleia, atravessei a selva amazónica na minha rede pendurada no barco, fiz malabarismo nos semáforos, vendi pão na praia das caraíbas, vi os mais lindos pôr do sol do planeta e aprendi que a maioria das pessoas são genuinamente boas.

Voltei com a vontade de fazer uma medicina na comunidade, perto das pessoas, e em especial nos lugares onde a saúde tem mais dificuldade a chegar. Nos entretantos da vida já trabalhei num campo de refugiados, na fronteira-muro da europa, numa ilha no meio do oceano atlântico, nas Serras de Minas Gerais e tive até o privilégio de conhecer a medicina da Floresta Amazónica.

Escolhi fazer a especialidade de Medicina de Família, que me tem dado uma visão maravilhosa da medicina, mas que tem também sido uma luta. Já passei por vários dilemas, desde o papel que tenho como funcionário da indústria farmacêutica, ao papel que tenho como perpetuadora do sistema e da roda do capital girar. Nesses momentos lembro-me que a medicina é também um ato consciente, político e de resistência, e encontro nos SIAP esse lugar seguro no qual podemos conversar abertamente e refletir como podemos ser a resistência ao sistema que nos é imposto.

Defino-me como anarquista porque acredito em utopias e na liberdade humana e do planeta, que me parece impossível tendo uma figura de estado controlador (especialmente se capitalista, no qual só o lucro importa). Falo português, castelhano, inglês, um pouco de francês e estou a tentar aprender árabe (insha’lah). Sou natureza e como segunda profissão, quando permaneço o suficiente no mesmo sitio, gosto de me considerar agricultora. A bicicleta é sempre a minha melhor amiga e até de viagem a escolho como companheira.

Neste momento moro nas praias da costa sudoeste de Portugal, no Litoral Alentejano. Falta-me pouco mais de um ano para terminar o internato em Medicina Geral e Familiar e desde aí decidir os próximos passos, que com certeza passarão por um trabalho na comunidade, longe das cidades, porque uma coisa tenho tido cada vez mais certeza: medicina biomédica numa estrutura hospitalar não é para mim.

CASO 3: Violencia y confinamiento

Las circunstancias del confinamiento potenciaron los factores de riesgo de violencia de género individuales y sociales, al aumentar el aislamiento y las barreras que dificultan la solicitud de ayuda y la denuncia. De hecho, las denuncias se redujeron a la mitad, pero los feminicidios aumentaron. A Xiomara, migrante hondureña, la mató en abril de 2020 su marido estrangulándola en la habitación en la que convivían con sus dos hijos.

TUTORA: Nina Monteiro
PONENTE: Nuno Miguel

Nina Monteiro

Feminista, médica de família, viajante incondicional, fã de fotografia, amante de gatos.
Nasci e vivo no Porto, onde estudei medicina no ICBAS e depois fiz o internato em medicina geral e familiar. Terminei o meu internato em 2016 e depois de alguns meses a trabalhar como médica num meio rural, trabalho desde 2017 como médica de família num centro de saúde do Porto. Durante o meu internato fiz uma pós-graduação em gestão de serviços de saúde, mas ainda estou a tentar entender como adaptar os conhecimentos adquiridos na minha prática clínica e no atendimento aos meus pacientes. Talvez nunca perceba…
Tenho um interesse especial pelo tema da violência familiar, no qual venho a trabalhar desde há vários anos, a nível nacional e internacional, nos grupos de trabalho da WONCA, associação mundial de médicos de família, na formação de colegas e em investigação nesta área. Interesso-me por tudo o que está relacionado com estudos de género, como se relacionam com a saúde e como podemos ter uma intervenção social, enquanto médicos e cidadãos. Em particular gosto de estudar tudo o que se relaciona com a saúde da mulher.
A minha paixão pelas viagens também se estende ao âmbito profissional e por isso realizei três intercâmbios em MGF: Palma de Maiorca – Espanha, Bremen – Alemanha e Copenhaga – Dinamarca. Entusiasmada por estes intercâmbios, colaborei com o EYFDM (movimento europeu de jovens médicos de família) na promoção e coordenação dos mesmos. Em Portugal sou também secretária da Direção da Associação Portuguesa de Medicina Familiar (APMGF).
Falo português, inglês, espanhol, algum alemão e um pouco de francês. Feminista, filha e neta de feministas (mulheres e homens), gosto de usar o espaço público para tentar fazer a mudança para um mundo mais igualitário e não me calo nesta luta pela igualdade.

CASO 4: Exceso de mortalidad covid19 y post-covid19

Violeta ha terminado el grado de antropología social y se interesa por el exceso de mortalidad desde el año 2020. Es cuestión que atañe a todos los países “desarrollados” pero más a alguno, como Estados Unidos.

TUTORA: Rosa Magallón
PONENTE: Pedro Núñez

Rosa Magallón

De nuevo por enésima vez me toca escribir mi relato vital para formar parte, una vez más, de la comunidad SIAP. Observo que cada vez me pilla en un estado de ánimo diferente, hoy lluvioso terroso y asombrado con esta desgracia cercana que nos asola, por no hablar del terror no tan cercano al que nos habituamos.

Me llamo Rosa, he sido casi toda mi vida profesional médica de familia; me gusta definirme, entre otras cosas, como la reina de la longitudinalidad (aunque hay gente que me supera): llevo más de 33 años con las mismas familias, en el mismo barrio. Ahora dedicada a la universidad y a la investigación, a mostrar en los círculos académicos la importancia de la medicina de familia y de la atención primaria, a difundir a los cuatro vientos el dogma de nuestro querido Martín Zurro que “existe vida inteligente más allá de los hospitales”. Y añado: existe mucha vida inteligente, mucho cariño, muchos abrazos y muchas ganas de compartir en este próximo SIAP, al cual una vez más voy a asistir y del cual seguro que vendré con las pilas muy cargadas llenas de energía. Ahí nos reencontramos.

CASO 5: Atención a domicilio. Atención telefónica

Los centros de salud se cerraron casi a cal y canto durante el inicio de la pandemia (y muchos meses después). Isabel es anciana con varias enfermedades y no logra explicarse bien cuando llama por teléfono para pedir atención médica por un “dolor de riñones”. De ninguna manera consigue que la vengan a ver a domicilio. Finalmente muere en soledad y los vecinos avisan por el mal olor de que sale de su casa. La entierran sin autopsia. Ana, la forense firma el certificado con “Causa inmediata: sepsis. Causa intermedia: obstrucción ureteral. Causa inicial: litiasis renal. Otros procesos: diabetes mal controlada, enfermedad de Parkinson, hipertensión arterial, soledad”.

TUTORA: Vero García Gordo
PONENTE: Roberto Colino

Vero García Gordo

Me llamo Vero García Gordo, tengo 44 años y nací en la villa del “adelantado”, Avilés, Asturias (de ahí lo de veroaviles). Hace ya muchos años que decidí dejar de usar mi primer apellido. En el colegio, cuando pasaban lista, siempre se reían de mi con el “Gordo”. En el pediatra mi hermana y yo éramos las “Gordo”, con sorna, ya que siempre fuimos unos fideos (mi hermana lo sigue siendo). Es el apellido que heredé de mi madre, una mujer poco afortunada en la vida, y que procede de una familia donde somos 3 hijas, 3 nietas y 1 biznieta. Mi padre desapareció de mi vida cuando yo tenía 13 años, así que no me ha parecido justo que sea su apellido el que me identifique. Por eso soy Vero Gordo, con mucho orgullo y satisfacción, como diría alguien por ahí.

Vivo en Lugo desde hace 23 años, porque me casé con un gallego, castelán falante, y que pensaba que la “O” de la matrícula de mi coche era de Ourense y no de Oviedo. Él es mi compañero de vida en todo. En esta ciudad siempre me he sentido espectadora privilegiada de su cultura, de su gente y de su especial idiosincrasia. Mientras trabajaba como personal laboral de la Xunta de Galicia tuve la suerte de iniciar la carrera de medicina, por fin, a los 27 años y a los 35 la residencia de familia, un contexto donde la edad siempre me ha parecido una barrera. Siempre pareciendo que uno llegaba tarde a todos lados. Tarde para ser médica, tarde para ser madre, tarde para vivir y disfrutar de una vida que bloqueé para formarme en la profesión más maravillosa del mundo, y que a veces te obliga a hacer renuncias, algunas dolorosas.

Desde que acabé la residencia, hace ya 4 años, mi vida laboral ha trascurrido, alternando el trabajo de médica de familia en centros de salud con el de médica forense en el instituto de medicina legal de Galicia, que es a lo que me he dedicado durante casi 3 años. En la medicina forense he conseguido volcar parte de mi vocación de “servicio público” desde una perspectiva menos médica, y más social, colaborando desde mi posición para luchar por un objetivo común que es la protección de las personas vulnerables, sobre todo, ancianos institucionalizados y sobre todo, personas que viven en soledad y muchas de ellas, con enfermedades mentales. Esto me ha permitido aliviar en parte, el sentimiento de cobardía, de frustración y desasosiego que me invadía desde que dejé la atención primaria.

Tras mi paso por la medicina forense, y con otra actitud, perspectiva y expectativas más maduradas y reflexionadas, he podido tomar la decisión de volver a la primaria, y hace 5 meses que me he incorporado a un centro de salud de un pueblo de 15.000 habitantes (una villa) cerca de mi huerta y donde espero vivir dentro de unos años, en la pequeña casa que planificamos construir, en el rural lucense.

Durante los últimos 8 años he crecido como persona y como médica acompañada por la gente de los SIAP, por este ambiente de solidaridad y conocimiento mutuo. Los SIAP siempre han sido para mí, fuente de inspiración y motivación, una isla paradisíaca, donde soñar y creer que otra medicina es posible, aun luchando contra corriente. Otra parte de mi vida que me ha enriquecido estos últimos años ha sido el cuidado de la tierra. Ser huertera me ha permitido percatarme de detalles en los que antes no pensaba. Pasar las horas viendo cómo crecen mis plantas, el color de sus flores, la esencia de sus olores, aporta una alegría al alma y te permite sobrellevar las penas de la vida.

Como siempre digo, no tengo mayores ambiciones en mi vida que disfrutar cada día, poder dormir con la cabeza tranquila, mantener la honestidad y la humildad en cada cosa que hago. Espero colaborar y aportar lo mejor de mí a este SIAP y compartir todo lo posible con tanta buena gente

CASO 6: Represión a no vacunados. Medios de comunicación

Cuando llegaron las vacunas covid se forzó a la población a vacunarse en positivo, como deber moral (“Por ti y por los demás”), y en negativo (“¿Vas a invitar a cenar en Nochebuena a quien no está vacunado?”). En la campaña, del Ministerio de Sanidad, colaboraron “espontáneamente” todos los medios de comunicación, periodistas, famosos, “influencers”, etc. hasta provocar una presión que convirtió en apestados a los no vacunados

TUTORA: Cecilia Alzu
PONENTE: Antonio Alarcos

Cecilia Alzu

Me llamo Cecilia y soy Médica de Familia Y Comunitaria. Siempre quise serlo y ahora, cuando está la Primaria tan revuelta, tan abatida,.. aún sigo con ganas. Y en éste momento no solo de ejercerla sino de lucharla y defenderla. 

«Soy de Madrid y crecí en una familia dedicada a la educación y los libros. En Madrid estudié e hice la residencia. Tuve la suerte de ser residente en Vallecas y trabajar durante diez años en varios centros de salud de la zona donde conocí a personas que me acompañaron en mi búsqueda de ser la médica que voy siendo, con mirada (y pies) en la calle y en los «márgenes». 

Siempre me he sentido a caballo entre la psicología y la medicina asi que me formé en psicoterapia humanista y ando integrando ambas cosas en consulta poniendo en el centro de todo el vínculo con el paciente. 

Desde hace 7 años vivo en un pueblo de Navarra y trabajo en el centro de salud de Estella. Me gusta este centro porque me permite trabajar en red con otros profesionales (trabajadoras sociales, servicios Sociales, educación, etc) y porque tengo tiempo para ESTAR con los pacientes. El trabajo con jóvenes y el acompañamiento en el final de la vida son algunas de mis debilidades en la consulta. 

En lo vital me siento feliz con mi vida rural. Trabajar rodeada de montes me hace empezar y acabar el día sintiéndome agradecida. Me siento privilegiada por comer de la huerta, pasear a diario con mis perros y poder escaparme un día cualquiera al Pirineo para subir una montaña y volver a casa por la tarde. Cada vez aprecio más el silencio y pasar tiempo sola. Me gusta leer, hacer yoga, y me entretengo imaginando a través de una máquina de coser y de mapas, nuevas creaciones y grandes viajes.»

CASO 7: La respuesta a la pandemia y la repercusión en la educación y formación, desde la escuela a la post-graduación

Ana es médica de familia. Terminó la residencia el año 2020 y por ello apenas “pisó” el centro de salud. Fue una residencia “fallida”, en su opinión. Su hermana menor, Fuencisla, empezó la residencia justo en el año 2020, y también siente que su formación ha sido “especial”. Ambas comentan entre sí el impacto en la enseñanza y formación de las medidas tomadas en la pandemia.

TUTORA: Mar Rodríguez Gimena
PONENTE: Iris Fernández

Mar Rodríguez Gimena

Estudié medicina hace 37 años. Empecé en 1987 y no sabía en qué aventura me estaba metiendo. Me especialicé en Medicina Familiar y Comunitaria y desde el 98 trabajo y vivo en zona rural. Soy médica y mujer de pueblo, venida de una gran ciudad como es Madrid. Gracias al Diploma de Promoción de la Salud, amplié mi mirada a lo comunitario. Trabajo en Atención Primaria desde hace 25 años. Desde hace cinco, trabajo en el Servicio de Urgencias Rurales de Buitrago del Lozoya. No entiendo muchas cosas de este sistema para el que trabajo pero me parece el mejor para atender a la población. Habría muchas cosas que seguir cambiando.

Mi comunidad autónoma es dura, pero muchas mujeres sanitarias han peleado y pelean para que el feminismo se introduzca en las políticas públicas sanitarias. Me dedico desde hace 25 años a acompañar a mujeres sanitarias, residentes MIR y PIR y mujeres de distintos pueblos en diversos cursos y talleres en los que reflexionamos sobre el impacto del androcentrismo en la ciencia y los sesgos de género en la salud de las mujeres. La mayor parte de los cursos los imparto dentro del sistema público. Me formé en la Escuela Nacional de Sanidad en el curso de formadores/as en Violencia de Género en 2005-2006. Desde 2013 soy responsable de los temas relacionados con la violencia de género en diferentes centros de salud. He participado en el equipo de redacción de dos guías relacionadas con la violencia de género y la formación de formadores y formadoras en VG. Y soy parte del grupo que sigue formando en Atención Primaria.

Recientemente me he incorporado a mi plaza en Buitrago del Lozoya como médica rural. Acompaño los procesos de salud y enfermedad de los habitantes de 7 pequeños pueblos de la Sierra Norte. Me considero activista de muchas luchas, entre ellas la feminista, la antimilitarista y la rebelión contra la crisis climática. Debo el placer de haberme hecho feminista, a mis 25 años, a mi amiga Ana. Desde ese momento mi vida cambió y sigue cambiando, no solo a nivel profesional, sino también a nivel personal. De hecho, si no se pasa el feminismo por tu cuerpo y tus emociones y le das una vuelta política no creo que sea posible acompañar adecuadamente los procesos de salud y enfermedad de las mujeres. También hay mucho que estudiar, claro.

Soy quien soy, a nivel profesional, gracias sobre todo a Carme Valls y a la Red de Mujeres Sanitarias, a la que pertenezco desde hace treinta años. También gracias a mi amiga Henar Sastre, enfermera hoy jubilada, y tantas otras maestras de las que he aprendido, bien en el contacto personal, bien a través de la lectura de sus libros. Carme me animó a estudiar los efectos del medioambiente en la salud de las mujeres y desde 2008 acompaño en consulta a mujeres (y algún hombre) que sufren Sensibilidad Química Múltiple(SQM). Doy cursos sobre este tema en diferentes comunidades autónomas y he participado en la redacción de varios documentos. Combino desde hace años varias terapéuticas en el cuidado de la salud de las personas. Entre ellas la homeopatía, hice un postgrado en Barcelona en 2002 y desde entonces también estudio y me actualizo en esta terapéutica. Me considero vital e inquieta y me gusta mucho pasear por el campo, cuidar mis plantas y el huerto comunitario con vecinas y vecinos de mi pueblo y cantar en la Escuela Municipal de Música de Buitrago del Lozoya. Adoro a mis perras. Entre mis sueños está uno irrealizable a corto plazo, pero como buena utopía, me permite avanzar: que las mujeres podamos vivir en un mundo libre de violencias.

CASO 8: El confinamiento y la infancia

Abril de 2020. La mayoría (por no decir todas) las consultas son telefónicas. Llama la madre de Andrea y María, 6 y 2 años. “Hola, buenos días, mira te llamo porque ya sé que l@s niñ@s no pueden salir a la calle salvo en situaciones excepcionales, pero no tenía con quien dejarlas y tenía que ir a los recados. Además, sabes que nuestra casa da a un patio sin luz, no han visto el sol hace 3 semanas ni podido jugar libres aunque me lo piden constantemente. Hemos obedecido pero hoy ya no he podido más y las he llevado conmigo a los recados. Y estábamos en la cola del pan y los allí presentes me han empezado a decir que l@s niñ@s están prohibidos en la calle. He intentado hablar y argumentar pero la presión ha sido tan grande ( no quería que mis hijas escucharan eso) que al final nos hemos ido a casa. Sin el pan. ¿ Esto es normal?”.

TUTORA: Isabel Canales
PONENTE: sin asignar

Isabel Canales

Mi nombre es Isabel y nací en una familia numerosa donde las luces y el amor ganaban y ganan a las sombras, que también las hay. De una madre euskaldun y un padre cántabro con un mestizaje interesante, crecimos en la margen izquierda del Nervión, zona industrializada y con múltiples luchas sociopolíticas que supongo nos influyeron en nuestra manera de ver el mundo. Nos criamos además en caseríos y casas cántabras a partes iguales durante las vacaciones, compartiendo mundo con gente muy diferente a la del resto del año. Estudiamos en una ikastola (escuela en la que se aprende en euskara) aunque de adolescente casi todo el mundo de amigos era en castellano. Eso cambió en la Universidad donde pude recuperar el mundo euskaldun que  sentí necesitaba no perder, más allá de lo académico y estrictamente familiar.  De pequeña hacía atletismo, corría pista y cross. Cambié al baloncesto donde hice mis primeras amigas de salir junto a otras de clase y conocimos el mundo maravilloso del deporte en equipo, los enamoramientos de los chicos con los que jugábamos patxangas nada más empezar las vacaciones y así fue hasta los 25 o así. Ahí, dí el salto a la montaña transformando los Pirineos en nuestra casa emocional cosa que sigue siendo. Mi lengua materna es el euskara y hablo bien castellano y un poco inglés y francés. Estudié piano y guitarra y todas las asignaturas interminables de solfeo. Hace mucho que no toco como antes pero toco. Más la guitarra. He dado clases en la Universidad y también en un Euskaltegi (escuela de euskara para adultos) porque solo ser médico no me convencía y en la Uni quería dar las clases que yo nunca tuve. Estas últimas semanas nos ha sacudido un poco la vida. Y como esa bola de nieve que al sacudirse tiene un tiempo para que lo copos se vuelvan a asentar, así se van asentando las cosas de la vida de nuevo. Esperemos que mejor de lo que estaban, si cabe. Es la imagen que me viene. Como cuando la vida nos da un empujón y aunque parece que perdemos nuestra zona de confort, cabe la posibilidad de que sea para mejor. Esas capas que estaban fusionadas y no se movían (cual inconsciente esperemos no- fosilizado) tienen la oportunidad de limpiarse mientras están volando, antes de volver a ordenarse en la base, con menos peso. Como una ventana de oportunidad que además de desconcierto y dolor puede traer regalos. En eso estamos ahora familiarmente.  Trabajo como pediatra en AP. De pequeña quería ser cantante y maestra, creo,  y últimamente siento la necesidad de volver a mis orígenes. Me apasiona escribir, leer, subir y bajar montañas, estar con l@s que quiero, cantar, acompañar a otr@s en sus vidas pero no en las condiciones laborales actuales. Y aprender. Me encanta aprender. Y sobre todo necesito sentirme libre. Así que habrá que hacerle caso al corazón que nunca se equivoca.

CASO 9: Psicosis en tiempo de covid

José Manuel es un hombre de 53 años, al que conocí en una residencia para personas en recuperación por problemas graves de salud mental en noviembre 2020. Llegó procedente de su domicilio, formalmente de forma voluntaria (no ha lugar a ingresos involuntarios en esta residencia) pero de hecho aceptó bajo presión de su hermana y su psiquiatra del servicio de salud mental.
En síntesis su situación biográfica y clínica era la siguiente: Procedente de una familia con buena posición económica, estudió económicas, que acabó con dificultad y poco entusiasmo, y poco después empezó a trabajar en una empresa de gestión inmobiliaria, propiedad de su padre. Nunca se llevaron bien ni se sintió valorado por su padre; formalmente trabajaba como autónomo Reconoce que era poco eficiente en su trabajo. Se casó con una mujer por quien sentía mucho cariño, pero esta pareja no llegó a consumar el matrimonio en los 15 años en que estuvieron casados, lo que atribuye a su impotencia, que resultó ser “selectiva”, ya que durante ese tiempo mantuvo frecuentes relaciones sexuales, a pesar de la culpa asociada a esa conducta, por su acendrado catolicismo. En algún momento confesó a su mujer estas “infidelidades”. Al fin, el matrimonio fue anulado por tribunal de la Rota, después de la consabida complejidad y carestía del proceso. El se quedó a vivir solo en la casa que habían comprado. Su actividad laboral fue decayendo hasta desaparecer. No gestionó ni la baja laboral ni el reconocimiento de incapacidad. Sobrevive por los ahorros cada vez más, por ayuda de la familia.
Durante los últimos 8 años de matrimonio, aproximadamente, fue disminuyendo su rendimiento laboral , y mostrando síntomas inespecíficos de malestar psíquico que genéricamente podríamos definir como de ansiedad , con quejas de constante tensión muscular y miedos en el área de las relaciones sociales , “huyendo” hacia un progresivo aislamiento, con sentimientos de incapacidad, desvalorización y culpa de intensidad fluctuante. Con el tiempo esta culpa fue encontrando acomodo en su particular y personal religiosidad, pues fue surgiendo una escucha de voces de ángeles que le dictaban los deseos de Dios hacia él, y le dictaban lo que tenía que hacer o decir. Durante mucho tiempo no habló de estas experiencias a la familia. Cuando lo hizo le empujaron hacia alguna consulta con psicólogo y con psiquiatra, a las que acudió “por cumplir”.
En alguna ocasión le prescribieron alguna medicación que no recuerda y que apenas tomó. La llegada del covid y el consiguiente confinamiento supuso para él un cierto alivio porque se sentía eximido de cualquier esfuerzo por relacionarse con gente. Se quedó solo en casa y su hermana se ocupó de su “supervivencia” haciéndole llegar bolsas con comida qué le lanzaba por encima de la valla de un jardín anexo a su casa, ya que al parecer él no quería salir a comprar, por indicación de los ángeles. Tampoco se ocupaba de lavar la ropa: arrinconaba la ropa sucia y pedía a su hermana que le compraran más camisas, ropa interior, etc…
Durante ese tiempo fue creciendo la convicción de estar dirigido por los ángeles (identifica varios de ello, sus jerarquías…). Al acabar el primer confinamiento, la hermana entró en su casa, y en vista del caos reinante, se puso en contacto con servicios sociales y de salud mental, y se “psiquiatrizó su situación»: ingreso involuntario en unidad de psiquiatría del hospital general de referencia. Tras 15 días de ingreso, se la da de alta con diagnóstico de  “Trastorno delirante” y tratamiento con neuroléptico Retard, y se recomienda traslado a una residencia. Durante su estancia en residencia mantuvo una actitud de rechazo de toda relación, con otros residentes y con los profesionales, mostrando resistencia pasiva a colaborar en nada, y cumpliendo a regañadientes con los requisitos de actividad (higiene personal y del cuarto, lavado de ropa, colaboración en comedor). Salía con frecuencia a pasear, siempre solo, a veces a comprar algún capricho de comida; nunca se mostró hostil. Con el tiempo fue aceptando entrevistas-conversaciones con el psiquiatra y psicólogo. No quería seguir en la residencia, pero nunca hizo ningún amago de fugarse (en este contexto fugarse sería no regresar cuando salía, pues la puerta siempre estaba abierta, y salía con frecuencia).

TUTORA: María Muñoz Morente
PONENTE: Mariano Monsalve

María Muñoz Morente

Agradecida de nacer en una familia que me ha querido mucho, admirando cada día más a un padre y a una madre que ya no me acompañan. Una familia que no tenía relación alguna con la psicología y que no entendía ese empeño mío desde chica en ser psicóloga clínica. Pero como en todo (algunas veces con miedo), lo respetaron y me apoyaron. La verdad es que yo tampoco sabía muy bien de que iba la cosa. Las amigas de la infancia pensamos que tal vez una educación religiosa exclusiva para niñas centrada en los cuidados tuvo algo que ver con nuestros futuros.

Marché del pueblo a Granada donde estudie psicología. Viví más que estudié, la verdad, pero siempre cumpliendo porque había que conseguir la beca. Una vez conseguido el primer paso, fui a por el PIR, entonces estudié más que viví, y también pude conseguir ese objetivo. Durante la residencia llego a la vida Eduardo, mi hijo, con quien sigo conviviendo aunque ya no me permite hacer tan de madre como supongo que a mí me gustaría.

Desde entonces siempre me he dedicado felizmente a la salud mental en la sanidad pública (tuve un escarceo en la privada que duró literalmente 4 días pero que me dejó claro que ese no era mi sitio). He sido afortunada y nunca me ha faltado trabajo. Y no solo eso, he tenido estabilidad!!!! Desde el 2007 en la misma unidad, lo que me ha permitido desarrollar un enfoque comunitario que considero fundamental en mi especialidad (y en todas). Aunque tengo que decir que ni la salud mental ni lo comunitario son lo prioritario en los servicios de salud mental. Es más, son excepciones. Me he formado en las cosas que he querido y en las que creo, terapias contextuales, género y salud, bioética (donde pude conocer a algunos de los que ahora llamo siaperos), derechos de las personas en salud….y he sobrevivido (por ahora) siendo facultativa sin ser médica, tarea nada fácil.

Y hace tres años llegó lo mejor. Se pilotaba la posibilidad de desarrollar programas de psicología clínica fuera de los servicios de salud mental, en atención primaria, y allí que me fui y allí que sigo. Un programa basado en un paradigma diferente, que apuesta por la salud, no por el déficit, por lo comunitario, por la influencia de los condicionantes sociales, por la indicación de no tratamiento cuando no hay que tratar, alejándose de un abordaje bio como forma de vivir, entendiendo que sufrir también es vivir y que somos capaces de hacerlo.

Comprometida con muchas cosas, a veces creo que demasiadas, pero que sé que me dan la vida. La próxima a la vista, nuestra futura unidad docente ya acreditada y pendiente de estrenar.

Rodeándome de gente que me quiere y a la que quiero.

CASO 10: De cuidada a cuidadora

Elisa es una mujer de 41 años que vive con sus padres en Madrid. Diagnosticada de esquizofrenia desde los 19, cuenta con una colección de ingresos en unidades de hospitalización, tanto de hospital psiquiátrico a la antigua usanza, como en unidades de hospital general.
Los motivos incluyen intentos de suicidio (siempre con fármacos) o gestos autolíticos (en algún momento la rescataron del alféizar de la ventana) , o crisis de angustia muy intensas y persistentes relacionadas con la escucha de voces muy críticas y muy intrusivas (la insultan, amenazan, descalifican, o la recuerdan momentos de vergüenza y ridículo: escenas de acoso escolar, o en contextos sociales en época de juventud).
Desde siempre ha sido mala la relación que mantiene con su madre: se siente acusada- criticada por ella, porque nunca hace nada bien; además de ser muy intrusiva, y siempre “con mucho poderío” sobre ella. Se lleva mejor con su padre: siente que la apoya, se siente más validada, reconocida.
En los últimos años, participa en muchas actividades de atención terapéutica, además de la medicación con neurolépticos, tranquilizantes y antidepresivos. Mantiene con regularidad consultas con su psiquiatra, su profesional de referencia y con el equipo de seguimiento (generalmente, enfermera), y participa desde hace 6 años en grupo de “encuentro”-terapia verbal en el centro de salud mental.
Durante algunos periodos acudió al centro de rehabilitación psicosocial (CRPS) o al centro de rehabilitación laboral (CRL), donde le facilitaron acceso a un trabajo (la primera vez, en empresa de limpieza, que contaba con varias personas con alguna discapacidad, la experiencia fue fallida porque la encargada la ridiculizó de mala manera porque no se daba buen “aire”; le produjo impacto muy serio, con importante reacción depresiva y empeoramiento de sintomatología psicótica).
Al activarse la correspondiente protesta-denuncia por ese mal trato, aquella encargada fue relegada del cargo y recibió alguna sanción ; esto le produjo sentimientos contradictorios a Elisa: se sintió reconocida, apoyada validada, y a la vez se sintió “mala “ por haber causado perjuicio en quien la había insultado… . Sin haberse emparejado nunca, en los últimos meses ha iniciado una cierta relación romántica, aún a pesar de las críticas y admoniciones de su madre.
En conjunto el equipo la considera una paciente difícil (especialmente por “voces” persistentes y alta fragilidad-vulnerabilidad emocional pero con evolución discretamente favorable en los últimos años Sintetizando mucho las cosas, la llegada del covid y el confinamiento, que supuso momentos difíciles para la salud y el ambiente familiar, significó para Elisa una oportunidad de oro para poner en marcha algunos cambios muy significativos: todos ( los padres y ella) estuvieron infectados por covid, pero nadie ingresó.
Elisa estuvo participando en sesiones de seguimiento individual por zoom con psiquiatra y con enfermera, y en sesiones grupales (en su grupo terapéutico “de siempre”). Sin embargo en los primeros cuatro meses tras inicio del confinamiento, la madre presentó varios episodios de cólicos biliares por colelitiasis, por lo que requirió cirugía; y el padre sufrió un ictus en hemisferio derecho con impacto relevante en la marcha y en merma de capacidad de autocuidados. De forma inesperada para la familia, Elisa pasó a convertirse en una magnífica cuidadora de sus padres. Sin cambios en tratamiento farmacológico, y manteniendo el apoyo psicosocial “como de costumbre”,  ha dado muestras de progresiva recuperación: de iniciativa, de estabilidad emocional y reconocimiento de su “saber hacer” en contexto familiar. Su porvenir parece haber cambiado muy significativamente.

TUTOR: Pedro Vega
PONENTE: sin asignar

Pedro Vega

Mi caminar fue lento, al paso entrecortado de mi mejor maestro, mi tío abuelo, antiguo minero comido su fuelle por la silicosis. Entre las piedras de Salamanca se fue moldeando la psicología en unas señas de identidad, un modo de vivir mientras iba cayendo por el mapa de España, hasta encontrarme con el Sur. Aquí, en el aprender a gozar y sufrir el día a día hizo mi nicho, con el alma partida como merino trashumante. Entre calor y morriña, y el sino del camino.

Trato de vivir como un arte y una proeza todo encuentro con el otro.

Mi poesía siempre fue murmullo que bullía dentro, lenguaje que nunca quiso quedarse en interior.

CASO 11: El miedo en el cuerpo. Efectos del miedo sobre la salud

Médico salubrista que se contagia la Covid 19 en las primeras semanas de la pandemia. Me cuenta su experiencia y me comenta: “me habían dicho que era una enfermedad en la que se producían empeoramientos bruscos y que ocurrían después de unos días en las cursaba como otras infecciones respiratorias. Estuve desde el cuarto al séptimo día esperando que en cualquier momento me iba a empezar a asfixiar sin solución”.
Una enfermera de Urgencias de unos 45 años sufrió un cuadro moderado de la Covid 19, con fiebre y tos que no precisó ingreso. Aunque los síntomas agudos cedieron a los 8- 10 días seguía sintiéndose débil y con malestar general. La exploración física, la analítica y la RX no presentaban alteraciones significativas. Después de la consulta en la que le dijeron que aparentemente todo estaba normal, comenta: “igual lo que me pasa es que el miedo se me ha quedado en el cuerpo”.
En una consulta una mujer de 68 años comenta: “fue terrible me dijeron que era positiva a la Covid 19. Tenía un catarro un poco fuerte, pero cuando me dijeron que el test era positivo el mundo se me cayó a los pies. Me mandaron a casa y me dijeron que no estuviera con nadie, que mis hijas no me visitaran. Me recomendaron que si notaba que no podía respirar llamará a Urgencias, y ahí estaba esperando asfixiarme de un momento a otro. Mis hijas venían a visitarme desde la calle ya que vivo en un segundo. Me decían “aguanta mama que te necesitamos mucho”. A veces las veía llorar aunque intentaban disimular.

TUTOR: Luis Rajmil
PONENTE: Bárbara Hernández

Luis Rajmil

Vivo en Barcelona desde 1976, nací en Rosario, Argentina. Podría resumir que la dictadura Argentina me hizo un favor al aplicarme la ley de “prescindibilidad” aquel año 76, cuando me sentí expulsado al no poder tener trabajos públicos durante 5 años, y que no podría explicar hoy lo feliz que soy de poder hacer lo que he hecho, lo que hago y me gusta, de tener la familia que tengo, y de plantearme todavía muchas cosas pendientes como volver a mis aficiones musicales.

Especialista en pediatría y en medicina preventiva y salud pública. Actualmente jubilado, he sido investigador senior de la Agència de Qualitat i Avaluació Sanitàries de Catalunya (AQuAS) y colaborador en el IMIM-Institut Hospital del Mar d’Investigació Mèdica en los últimos años de trabajo activo como profesional. Y continúo con la actividad que siempre me ha parecido necesaria e importante desde la escasa aportación que puedo hacer de manera individual. Así, soy miembro de la Sociedad Internacional de Pediatría Social (ISSOP), y de la Red Internacional para la Investigación en Desigualdades en Salud Infantil (INRICH), desde hace casi 20 años, a partir de las recomendaciones de mi mentora, de la que además aprendí a analizar, evaluar, defender e impulsar la AP como base de los sistemas sanitarios.

En los últimos 3 años me preocupa y estoy centrado en el análisis del impacto de las medidas adoptadas durante la pandemia y su impacto en las desigualdades sociales en salud infantil.